Em meus vários momentos de auto-analise, deparei-me com uma certa postura (que não acho legal) de demonstrar saber sobre qualquer coisa. Como se eu fosse "mestre" em todos os aspectos da vida. Isso me deixou bastante incomodada, principalmente por perceber que não era a única a ter esses sintomas de "onisciência".Mas se todos fôssemos mestres, a quem ensinaríamos? E se tudo soubéssemos, por que aqui estaríamos?
No entanto, na maioria das vezes, temos diante da vida e das pessoas, uma postura de tudo saber, de tudo emitir ideias, avaliações, estabelecer conceitos e por ai vai...
Acabamos por inflarmos, como um balão que se enche se eleva para poder ser visto por todos. E com essa ilusão que teimamos alimentar, buscamos cada vez mais nos auto-afirmar (tanto para os outros, como para nós mesmos).
E realmente parece que em todas as matérias somos "doutores", diplomados nas coisas da vida. Pois a todo instante distribuímos conselhos, pareceres e instruções às pessoas que nos cercam.
Parecemos tudo saber quando tão pouco conhecemos! Mas o que será que desencadeou essa tal postura? Será que foi o orgulho ou a prepotência? Ou melhor, a inteligência ou a ignorância?
Poderia enumerar mil motivos e justificativas para tal comportamento. Mas todas levariam a uma simples palavrinha, "MEDO". Por medo de não saber, fingimos saber tudo. E o pior é que "convencemos" aos outros e a nós mesmos.
Estou conseguindo me livrar deste tolo comportamento. Mas tive que reconhecer o meu medo, lidar com ele e humildemente assumir que não sei de todas as coisas.Enquanto o medo permanecer, crescerá e criará novas formas de nos manter presos e ignorantes.
Não temos que saber de tudo, nem precisamos provar nada a ninguém. Precisamos simplesmente nos apresentarmos à vida como aprendizes.
"Pois o verdadeiro sábio se auto-intitula aprendiz". (mensagens do coração pág. 112)








