sábado, 2 de outubro de 2010

Poltrona Inflamada

No último sábado dia 25 de Setembro, completou 4 meses que não tenho mais meu Grande Herói junto a mim. Ainda é estranho chegar na casa da minha avó, entrar no "quartinho de televisão" e não encontrar com ele assistindo sua novelinha preferida ou um dos jogos de futebol (que ele nunca deixava passar, rs). Mas essa semana me veio à memoria uma de minhas várias histórias que envolvem meu querido avô (como vítima. rs), e me deu uma grande vontade de contar à vocês.
 

Mais ou menos com meus nove anos de idade, ainda ficava na casa de meus avós paternos depois da escola. Um certo dia, meu avô estava na rua (como era de costume), e eu e meu irmão (na época com quase 4 anos) estávamos no sagrado "quartinho de televisão", onde se encontrava uma linda poltrona de couro. Mas pra variar eu não estava muito satisfeita com isso, queria mais.
 

Então fui à cozinha e abri a geladeira (para pensar.. rsrs), quando virei e olhei à mesinha perto da porta onde se encontrava uma caixinha de fósforo. Peguei a caixinha e fui em direção ao quartinho novamente, não me recordo muito bem o que meu irmão assistia, nem o que eu estava fazendo. Mas tenho quase certeza que eu estava acendendo e apagando os palitos de fósforo. Quando para a minha surpresa a poltrona "venerada" pelo meu avô começa a pegar fogo.
 

Gente, nunca fiquei tão desesperada como naquele dia. Comecei a correr pra pegar água, mas não estava adiantando. Bem na hora a empregada da minha avó chega e me ajuda a conter o fogo, mas já era tarde demais, a linda poltrona "cor de goiaba" estava com o assento todo queimado. E agora, o que fazer?
 

A empregada (chata) perguntou o que tinha acontecido, mas nem falei nada pra ela. Quando meu avô chegou em casa e viu o estrago. Eu pensei que ele iria ter um troço. Rapaz, eu nunca vi meu avô tão nervoso, e como eu estava com muito medo dele me bater, foi o jeito colocar a culpa no meu pobre irmãozinho (que coisa feia Ana Cristina). Mas me conhecendo como ele conhecia, duvido que tenha acreditado nessa história (rsrs).
 

Essa foi uma das várias vezes que "aprontei" com ele, mas mesmo assim ele nunca me culpou de nada, muito pelo contrário, me defendia de tudo e todos (me mimou bastante). Sinto saudades de ti Vovô.... Te amarei eternamente....
                                          (ele ainda teve mais poltronas depois daquela.. rsrs)

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